Prémios de poesia para os nossos queridos alunos – concurso António Gedeão

Parabéns aos autores

Poesia – 1.o Escalão

1.o Prémio – Alfredo Leite, n.o 1, 7.o A

Voltem os tempos em que

A palavra tinha o dom de tudo

Até o pássaro mais tímido, não consegui ser só mudo.

Voltem os tempos em que

A música era cantada pela mais doce voz

Voltem os tempos em que

Até a vida era feita por nós.

Voltem os tempos em que

A poesia era compasso de espera

Em que até o silêncio

Descobria quem era.

Voltem os tempos em

Que a chuva era sinfonia,

Voltem os tempos em

Que o poeta assim queria.

2.o prémio – Maria Francisca Costa, n.o 14, 8.o A

Estrela de Açúcar

Chovem folhas no céu

Arde uma árvore à superfície

E a chama não se extingue.

É fruto da minha mente.

Pensamento inconsciente;

Riso que chora;

Rio que arde;

Beleza que entristece.

O desespero que dá esperança

No sonho de uma criança,

É o Sol da Lua

Que acorda na rua

E adormece na perseverança.

Dá asas aos sonhos mortos

E moribundos no céu,

Corta as raízes dos remorsos

E vê tudo o que é meu.

Menção Honrosa – Madalena Carvalho, n.o 16, 7o D

Sou uma criança,

Não sei comtemplar.

Sou uma criança,

Só sei chorar.

Sou uma gota,

Sozinha não sou,

Sou uma gota,

Que há tempo contemplou.

Sou uma nuvem,

Mal sei comtemplar,

Sou uma nuvem,

Sempre a esvoaçar.

Não sei o que sou,

Mas algo me ficou,

Só sei que sou

Algo que contemplou.

Poesia – 2.o escalão

1.o prémio – Vicente Caldeira, n.o 28, 11.o A

O suicídio da esperança

Estou coberto de cicatrizes

Que ninguém parece ver.

Rodeado de pensamentos infelizes

De como fazer tudo desaparecer.

Solto um grito silencioso

Que ninguém parece ouvir.

A corda começa a apertar o pescoço

Tudo para deixar de sentir.

Um último empurrão e o chão desaparece,

Num flash, revivo a minha vida

E toda a felicidade que esta carece.

Será que não serei esquecido?

Duvido. Serei apenas mais um

Que no caminho da vida se sentiu perdido.

2.o prémio – Madalena Morais, n.o 32, 10.o F

Eu sinto dor,

Sinto mágoa,

Apenas com a ideia de um dia viver num mundo que não se tem,

A ideia de que um dia tudo o restará serão as minhas memórias,

Memórias que tu tão bem iluminaste

Apenas com a tua presença

Com um sorriso meigo,

Com a tua serenidade

E com as tuas palavras,

Poucas, mas sábias.

Sei que neste momento as estrelas anseiam a tua chegada,

Pois precisam de uma lembrança de luminosidade no meio de tanta escuridão,

De uma pequena e humilde luz que lhes ilumine o caminho.

Sei que cobiçam a minha vida

Apenas pelo facto de te incluir.

Eu invejo o universo, por te ter para sempre,

Quer neste mundo,

Quer noutro qualquer,

Guardando-te na sua eternidade,

Conservando, cuidadosamente, a tua preciosidade

Na sua enigmática infinidade.

Sei, também, que quando me deixares,

Nos deixares,

Que iluminarás o céu,

Tranquilizando os saudosos que,

Por entre todas as lágrimas e memórias que se afogam,

Buscam nele conforto

E abençoando as almas que lá habitam,

Almas, brevemente sortudas, que conhecerão a tua luz

E que, com ela, se imortalizarão.

E toda esta mágoa pelo simples facto de te amar

E por querer continuar-te a amar-te, contigo a meu lado

Sem ter de viver este amor solitário

Que apenas me recorda a tua partida,

Mas sei que este amor,

Por muito sofrido, solidário ou saudoso que seja,

Ou por muita vontade que eu tenha de que acabe,

É incapaz de deixar de se apagar,

Porque faz parte de mim, da minha natureza, amar-te

Porque o meu amor por ti é eterno.

E porque nem mesmo a maior força do universo me conseguiria fazer parar de te amar.

Mas aceito como justo

O facto de um dia

(espero que distante)

Te perder.

Sei, agora, que tudo de bom tem um fim,

Sei que fazes parte de um plano maior,

Maior do que eu,

Maior do que todos nós.

Sei que a cada dia que passa, se torna mais doloroso brilhar,

E admiro o brilho que até hoje conseguiste manter

Mesmo no meio de tanta escuridão, nunca te deixaste sr conquistada por ela,

Sempre te mantiveste fiel,

Sempre lutaste para continuar a iluminar o meu mundo.

Quão egoísta é da minha parte querer que brilhes para sempre.

Não é por mal,

Apenas desejo que toda a gente veja o teu brilho

E que se deixem encantar pela tua essência

Assim como a mim me encantaste e para sempre continuarás a encantar.

Mas, não temas,

Prometo que deixarei uma pequena luz acesa para ti

Mesmo que não brilhes a meu lado

Porque estrelas como tu

Deixam uma migalha de luz em que tocam

E essa migalha que, a mim,

Me ilumina a alma.

Menção honrosa – Joana Lourenço, n.o 11, 12.o A

O desejo é forte, mas eu contenho

A alegria tornou-se amargura,

O sorriso já não é o meu empenho

E a solidão tornou-se uma tortura.

A tristeza emerge e exalta-se,

As saudades tornam-se maiores.

Queria, se pudesse,

Pois a noites estão cada vez piores.

A tua falta toca-me tanto,

Os meus olhos choram por ti,

Recordar-te já é um espanto,

O meu coração já não é dono de si

Os teus lábios, o teu sorriso

Dos tempos 4em que estávamos juntos

És tudo o que eu preciso:

Um amor diferente dos contos.

Mais cidadania e mais flexibilidade curricular: Parabéns, “Young Jobs”!

Young Jobs na Competição Nacional

EMPRESA é o programa bandeira da Junior Achievement. O programa desafia alunos do ensino secundário a criar e a gerir uma mini-empresa, ao longo de um ano letivo.

Nos dias 29 e 30 de abril,  realizou-se  a Feira (I)limitada de Lisboa, que permitiu, além da seleção de 10 mini-empresa para a competição Nacional, proporcionar  aos alunos o contacto com o público, a apresentação das suas Mini-Empresas e da sua ideia de negócio.

 A equipa da Escola Secundária Pedro Nunes,  Young Jobs, foi representada pelos alunos Marta Silva, Marta Faria e Martim Fonseca  do 11º ano.

Da parte da manhã, mais concretamente às 10h00, iniciaram-se as apresentações em palco, e cada mini-empresa teve quatro minutos para defender o seu projeto: explicar os seus produtos/serviços e defender a viabilidade da empresa.

A Youg Jobs foi a última equipa em palco.

Da parte da tarde, cada equipa teve 1h00 para montar o seu stand e esperar ansiosamente pelos júris. Convém realçar que, durante toda a competição, foi utilizada a língua inglesa. Preparados e plenamente confiantes na sua ideia de negócio, os elementos da equipa Young Jobs explicaram e responderam às questões dos diversos elementos do júri.

Parabéns Young Jobs, e até à Competição Nacional !!!

Mais cidadania e mais flexibilidade curricular…

Estratégias de Educação para a Cidadania –Literacia Financeira e Empreendedorismo Jovem
No âmbito do Projeto Educativo da Escola, Plano de Ação Estratégica e na Estratégia de
Educação para a Cidadania considerámos importante aumentar a participação da
comunidade escolar em atividades relacionadas com a literacia financeira e o
empreendedorismo jovem. Neste âmbito, a escola iniciou este ano letivo, programas
destinados ao ensino básico e secundário. Pretende a escola com esta oferta,
potencializar as capacidades criativas e o espírito crítico dos alunos e contribuir para a
formação de cidadãos democráticos, ativos e responsáveis.
Os programas implementados pela Escola, em parceria com a Junior Achievement
Portugal, em curso este ano letivo, são os seguintes:

  • “A Economia para o sucesso “, direcionado para todos os 9º anos ;
    -“O Risco e eu” vocacionado para o 10º ano;
  • “ A empresa “ aberto a todas as turmas do secundário.

Programa “A Empresa”

Relativamente a este programa, a equipa “ Young Jobs” formada por alunos do 11º ano da escola foi selecionada para estar presente no dia 30 de abril, na Feira (I)limitada de Lisboa, no IPAM- Instituto Português de Administração e Marketing ( Quinta do Bom Nome, Est. Da Correia 54, 1500- 210 Lisboa).
No dia 30 das 14h00-17h30, estão abertos ao público diversos standes, em que as equipas concorrentes apresentam as suas ideias de negócio.

Vamos “torcer” pela “ Young Jobs” para que passe à fase seguinte!

Cidadania: nós e o mundo: a educação no mundo

No âmbito do Projeto de Cidadania, as turmas 10º G e 10º H, realizaram, no âmbito da disciplina de Português, um trabalho sobre a educação, aquela que conhecemos e aquelas que desconhecíamos, por ocorrer noutros pontos do mundo.

Após visualização do filme documentário Sur le Chemin de L’ école e a leitura de excertos do livro Diário de M Yan, diário de uma menina chinesa que foi impedida de estudar por ser menina, estes temas foram debatidos e os alunos realizaram trabalhos, alguns dos quais aqui se partilham, juntamente com o link para o mencionado filme.

Estes trabalhos inscrevem-se nas temáticas: a educação como fator de desenvolvimento sustentável e a educação como fator de igualdade de género.

De notar que, no primeiro período, os alunos haviam realizado apresentações orais sobre os direitos humanos.

O link para o filme é https://www.youtube.com/watch?v=aEHQePgNXNU

Texto da Júlia

O filme Sur Le chemin de l’école aborda a dificuldade de crianças de etnias diversas em chegar à escola, levando horas em um caminho não propício, e até mesmo, num dos casos apresentados, com uma pessoa desabilitada. 

Ao decorrer do filme, ao vermos o esforço que fazem as crianças,  sentimo-nos pessoas privilegiadas, e gratas pela facilidade da realidade em que vivemos, onde ir para a escola não nos custa tanto. 

Vemos os jovens em seu caminho, seja a pé, a cavalo, ou numa cadeira de rodas empurrada por colegas, o que nos impressiona, porque creio que muitos de nós, se tivéssemos de passar por isso diariamente, desistiríamos dos nossos estudos. 

A mensagem que o filme oferece, é, na minha opinião, mostrar aos que assistem, como devemos apreciar, não apenas a educação que nos é oferecida, como também as pequenas regalias que temos por garantidas nas nossas vidas. 

Júlia Kubo

Texto da Beatriz

 De acordo com o filme que vimos, “Sur le chemin de l’école”, podemos claramente constatar que vivemos numa realidade completamente diferente da aí representada.

 As diferenças são mais do que evidentes: escassos e maus meios e vias de comunicação , como estradas e pontes e até mesmo a falta de uma mera bicicleta. Sem esquecer a falta de condições de vida, como de alimentação, higiene… Em Portugal, temos a sorte generalizada de termos todos estes privilégios. No entanto, já nos são tão normais, que nem lhes damos a devida importância. No que toca à educação nestes países, como Índia, Kénia, Argentina e Marrocos, a educação, por vezes é quase impossível.

 Diariamente, milhares de alunos demoram horas a fio a percorrer o seu caminho para chegar à escola, que possivelmente nem tem as condições necessárias e talvez nem lhes traga um futuro próspero. Em Portugal, pelo contrário, não há motivo de queixa, somente depende de nós e da nossa força de vontade.

 Não desistir da educação é essencial para o nosso futuro, independentemente da profissão que seguirmos, seja pneumologista, seja empregado na caixa de supermercado.

 Mas se há algo que assemelha a nossa educação à deles é sem dúvida, o sonho.  A nossa imaginação trata de sonhar e os sonhos demonstram-nos que nada é impossível, é somente uma questão de força de vontade. 

Beatriz Ramirez, 10ºG

Texto da Nina

 Olá querida Nina do passado.

  Antes de começar, acho que é bom te informar que nós migramos do Brasil para Portugal, os cenários que te cercam, afinal, não são mais os mesmos. 

 O motivo de eu estar escrevendo essa carta deve-se a um filme que vimos em uma aula e Português, chamado “Sur le chemin de l’école” , que me fez pensar muito em você. O filme segue o dia-a-dia de diversos alunos ao redor do mundo, com o objetivo de nos lembrar que o ensino e o conhecimento, apesar se serem um direito, se transformam tantas vezes numa exclusividade de grupos privilegiados, que, muitas vezes, se esquecem de o valorizar.

  No decorrer da história, me peguei contando as cenas que teriam te feito chorar, porque iam te obrigar a entender o caos que está a tua volta, nas ruas, escolas e comunidades. Pensei também em como, no caminho para casa, meninos vão te parar para pedir dinheiro. Meninos muito parecidos com aqueles que aparecem no filme, porém esses meninos nunca tiveram a oportunidade de frequentar a escola. E como a presença de tais meninos ia fazer um medo te engolir e te forçaria a andar mais rápido. Consigo até ouvir a voz da nossa mãe quando ela nos mandava seguir andando e “ignorar” os pedidos de dinheiro e comida.

  Discutimos, também, sobre  o livro “O diário de Ma yan” que apresenta a história de uma menina, que como muitas outras, foi privada da escola, porque, aparentemente, seus irmãos, por serem homens, mereciam essa oportunidade mais que ela.

  Já sei que você, sendo o projeto de pessoa que é, acharia tudo isso um absurdo e cometeria o erro de se colocar nos sapatos de tal menina. Mas, acredite em você quando eu digo, isso te trará mais frustração do que qualquer coisa.

  Nos faça um favor e não cobre tanto de você mesma. Não há necessidade da carregar todos os desconcertos do mundo em suas costas.

  Se tem um conselho que eu gostaria que tivessem me dito, é para dar tempo ao tempo, a sua vez de mudar o mundo vai chegar, nem que seja só um pequeno pedacinho dele,  mas por enquanto deixe essas responsabilidades na mão de pessoas como a Malala ou a Paranaense Ana Júlia, que em 2016 vai a parlamento fazer um discurso contra a PEC 241*.

  Eu sei que essa carta não possuí nem metade das respostas para as suas perguntas, porém espero ter conseguido apaziguar alguma de suas crises existenciais.

 Foi um prazer falar com você de novo! 

Te vejo em alguns anos!

Mil Beijos, Nina Zangrandi 2019

*A Proposta de Emenda à Constituição 241, que pretende congelar gastos em saúde e educação por 20 anos.