Apreciações críticas sobre a visita de estudo a São Roque

Recentemente, largámos lápis e livros durante uma manhã e partimos numa longa caminhada pela chuva, do Liceu Pedro Nunes rumo à icónica Igreja de São Roque. Ao chegarmos, e, depois de sermos muito bem recebidos na entrada do Museu, fomos convidados a entrar na Igreja e a sentarmo-nos nos bancos virados bem de frente para o púlpito onde, em tempos, Padre António Vieira proferiu alguns dos seus geniais Sermões. 

Assistimos depois à encenação de uma peça composta por fragmentos / passagens de vários sermões de Padre António Vieira. 
A representação mostrou Padre António Vieira no púlpito, recitando algumas partes do seu sermão, intercalado por uma “índia” cantando, num tom de voz um tanto ou quanto angelical. O local para a encenação desta pequena peça não podia ter sido mais bem escolhido, visto que aquele púlpito já foi utilizado pelo próprio Padre António Vieira. Os atores principais (representando um padre jesuíta e uma mulher local do Brasil – uma índia), foram soberbos e encarnaram na perfeição as personagens. No que diz respeito ao ator, que tinha a função de representar Padre António Vieira, não há nada a apontar. Desde o tom de voz até à linguagem corporal, coerente com o discurso que proferia, foi tudo perfeito. A atriz, que representava a índia, conseguiu também cumprir muito bem o seu papel, e, apesar de não falar muito durante a peça, cantou estonteantemente bem. Os textos foram também muito bem escolhidos, pois são bastante interessantes e atuais – falam sobre a corrupção e sobre o aproveitamento dos mais fracos por parte dos mais fortes.


        Na minha opinião, o texto exposto no teatro tem uma importância gigante, pois a corrupção e a utilização dos mais fracos para próprio benefício não era somente um problema só do século XVII, mas também dos tempos de hoje. Tal como os peixes grandes comem os pequenos, também as pessoas se “comem umas às outras”, e os mais fortes passam por cima dos pequenos para atingirem os seus fins, sem olhar a meios. 

Aconselho vivamente a visita à Igreja de São Roque para assistir a esta magnífica encenação, quer pela grande qualidade dos atores e do espaço, 

quer pela beleza e intemporalidade do texto. 

Teresa Teotónio Pereira, nº 23, 11º C

Outra apreciação

A visita de estudo à Igreja de São Roque foi bastante interessante e importante, na minha opinião, poisdemonstrou ao “vivo e a cores” como eram os Sermões no tempo de Padre AntónioVieira, figura incontornável da História de Portugal, grande orador, escritor e lutador pelos direitos humanos.

         O cenário era belíssimo, indiscritível, só vendo com os próprios olhos é que se entende a magnificência, o detalhe, a riqueza da Igreja e os dois atores eram excelentes. Sílvia Filipe possuía uma voz realmente maravilhosa e, apesar de se poder considerar uma personagem secundária, foi muito importante na contextualização histórica da dramatização. O ator João Grosso executou o seu papel extraordinariamente e representou muito bem a “personagem principal” – o Padre António Vieira.

         Para mim, o mais impressionante foi a capacidade de memorizar todos aqueles textos dos Sermões de Padre António Vieira e a forma como João Grosso os proferiu, com a ferocidade e o carisma do “Pai Grande”, discursos esses que se mantêm relevantes e tão atuais!

Pedro Santos, nº25 , 11ºH

Visita de estudo à Igreja de São Roque

Os alunos do 11º ano do Pedro Nunes deslocaram-se em visita de estudo à Igreja de São Roque para terem uma visita guiada às capelas. Assistiram também ao espetáculo “Paiaçu ou Pai Grande”, com o ator João Grosso a representar Padre António Vieira, no mesmo local onde o mesmo padre terá pregado, no século XVII. O espetáculo consta da declamação de um texto, uma colagem de excertos de sermões de Vieira.

Serão aqui apresentados, neste blogue, apreciações críticas sobre esta visita, redigidas por estudantes do 11º ano.

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“Paiaçú ou Pai Grande” com João Grosso

Concurso de Poesia e Conto António Gedeão

Alunos premiados

1º Escalão (3º Ciclo)

Poesia

1º Prémio – Maria Francisca Salgueiro – 7ºF

2º Prémio – Lourenço Cunha e Sá – 9ºD

Conto

1º Prémio – Madalena Morais – 9ºD

2º Prémio – Maria Francisca Costa – 7ºA

 

2º Escalão (Ensino Secundário)

Poesia

1º Prémio – Bruno Cunha – 12ºA

2º Prémio – Joana Catarino Santos – 12ºC

Menção Honrosa – Vicente Brazão Caldeira – 10ºA

Conto

Menção Honrosa – Francisco Mouro – 12ºD

 

 

 

Festival Internacional de Cinema

Neorealismo

O Museu do Neo-Realismo, no âmbito da sua programação na área do cinema, estabelece, pelo quarto ano consecutivo, uma parceria com IndieLisboa.

O IndieLisboa, que é um festival de cinema internacional e generalista, oferece ao público português a oportunidade excecional de ver filmes portugueses e estrangeiros de todos os géneros (ficções, documentários, animações, filmes experimentais, entre longas e curtas metragens) que não poderão ser vistos de outra forma, uma vez que não integram, na sua maioria, os chamados circuitos comerciais de distribuição.

A extensão do IndieLisboa no Museu do Neo-Realismo ocorre nos dias 1, 2 e 3 de junho, com a apresentação dos filmes Baronesa, de Juliana Antunes, que recebeu o Grande Prémio de Longa-metragem Cidade de Lisboa (EX-AEQUO com Lembro Mais dos Corvos, de Gustavo Vinagre); O Processo, de Maria Augusta Ramos, que recebeu o Prémio Silvestre para Melhor Longa-metragem; e Sollers Point, de Matthew Porterfield.

Horários:

Sexta-feira, dia 1 – 21h00.

Sábado, dia 2 – 21h00.

Domingo, dia 3 – 16h00

Entrada livre, limitada à lotação da sala. Os bilhetes podem ser levantados na receção do MNR, uma hora antes da sessão.

Mais informações em: http://www.museudoneorealismo.pt/.

 

Catálogo de Identificação de algumas árvores da Escola

CATÁLOGO-DE-ALGUMAS-ÁRVORES-DA-ESCOLA-SECUNDÁRIA-PEDRO-NUNESA longevidade da nossa escola, antigo Liceu Normal Pedro Nunes, revela-se, entre outras coisas, na riqueza do seu património material, nomeadamente nos equipamentos e materiais didáticos que,devido à intervenção/obras da Parque Escolar, foram  armazenados em vários locais da nova escola.

Nos últimos anos foram feitos esforços, por parte das sucessivas direções que têm gerido a escola, no sentido de recuperar e valorizar esse património. 

O antigo Museu das Ciências Naturais é um exemplo do que atrás foi dito e alguns modelos didáticos da Zoologia e da Geologia, entretanto recuperados foram mostrados no passado dia 22 de janeiro, Dia da Escola. 

O material atualmente exposto é uma ínfima parte do todo que constituiu o antigo museu e cuja recuperação exigirá mais esforços e espaços.

Dia 22 de março estiveram expostos alguns modelos didáticos da Botânica, recuperados nos últimos dois meses.

A turma 11ºA organizou um Catálogo de Identificação de algumas árvores da nossa escola.

Professora: Emília de Carvalho