Mais cidadania e mais flexibilidade curricular…

Estratégias de Educação para a Cidadania –Literacia Financeira e Empreendedorismo Jovem
No âmbito do Projeto Educativo da Escola, Plano de Ação Estratégica e na Estratégia de
Educação para a Cidadania considerámos importante aumentar a participação da
comunidade escolar em atividades relacionadas com a literacia financeira e o
empreendedorismo jovem. Neste âmbito, a escola iniciou este ano letivo, programas
destinados ao ensino básico e secundário. Pretende a escola com esta oferta,
potencializar as capacidades criativas e o espírito crítico dos alunos e contribuir para a
formação de cidadãos democráticos, ativos e responsáveis.
Os programas implementados pela Escola, em parceria com a Junior Achievement
Portugal, em curso este ano letivo, são os seguintes:

  • “A Economia para o sucesso “, direcionado para todos os 9º anos ;
    -“O Risco e eu” vocacionado para o 10º ano;
  • “ A empresa “ aberto a todas as turmas do secundário.

Programa “A Empresa”

Relativamente a este programa, a equipa “ Young Jobs” formada por alunos do 11º ano da escola foi selecionada para estar presente no dia 30 de abril, na Feira (I)limitada de Lisboa, no IPAM- Instituto Português de Administração e Marketing ( Quinta do Bom Nome, Est. Da Correia 54, 1500- 210 Lisboa).
No dia 30 das 14h00-17h30, estão abertos ao público diversos standes, em que as equipas concorrentes apresentam as suas ideias de negócio.

Vamos “torcer” pela “ Young Jobs” para que passe à fase seguinte!

Cidadania: nós e o mundo: a educação no mundo

No âmbito do Projeto de Cidadania, as turmas 10º G e 10º H, realizaram, no âmbito da disciplina de Português, um trabalho sobre a educação, aquela que conhecemos e aquelas que desconhecíamos, por ocorrer noutros pontos do mundo.

Após visualização do filme documentário Sur le Chemin de L’ école e a leitura de excertos do livro Diário de M Yan, diário de uma menina chinesa que foi impedida de estudar por ser menina, estes temas foram debatidos e os alunos realizaram trabalhos, alguns dos quais aqui se partilham, juntamente com o link para o mencionado filme.

Estes trabalhos inscrevem-se nas temáticas: a educação como fator de desenvolvimento sustentável e a educação como fator de igualdade de género.

De notar que, no primeiro período, os alunos haviam realizado apresentações orais sobre os direitos humanos.

O link para o filme é https://www.youtube.com/watch?v=aEHQePgNXNU

Texto da Júlia

O filme Sur Le chemin de l’école aborda a dificuldade de crianças de etnias diversas em chegar à escola, levando horas em um caminho não propício, e até mesmo, num dos casos apresentados, com uma pessoa desabilitada. 

Ao decorrer do filme, ao vermos o esforço que fazem as crianças,  sentimo-nos pessoas privilegiadas, e gratas pela facilidade da realidade em que vivemos, onde ir para a escola não nos custa tanto. 

Vemos os jovens em seu caminho, seja a pé, a cavalo, ou numa cadeira de rodas empurrada por colegas, o que nos impressiona, porque creio que muitos de nós, se tivéssemos de passar por isso diariamente, desistiríamos dos nossos estudos. 

A mensagem que o filme oferece, é, na minha opinião, mostrar aos que assistem, como devemos apreciar, não apenas a educação que nos é oferecida, como também as pequenas regalias que temos por garantidas nas nossas vidas. 

Júlia Kubo

Texto da Beatriz

 De acordo com o filme que vimos, “Sur le chemin de l’école”, podemos claramente constatar que vivemos numa realidade completamente diferente da aí representada.

 As diferenças são mais do que evidentes: escassos e maus meios e vias de comunicação , como estradas e pontes e até mesmo a falta de uma mera bicicleta. Sem esquecer a falta de condições de vida, como de alimentação, higiene… Em Portugal, temos a sorte generalizada de termos todos estes privilégios. No entanto, já nos são tão normais, que nem lhes damos a devida importância. No que toca à educação nestes países, como Índia, Kénia, Argentina e Marrocos, a educação, por vezes é quase impossível.

 Diariamente, milhares de alunos demoram horas a fio a percorrer o seu caminho para chegar à escola, que possivelmente nem tem as condições necessárias e talvez nem lhes traga um futuro próspero. Em Portugal, pelo contrário, não há motivo de queixa, somente depende de nós e da nossa força de vontade.

 Não desistir da educação é essencial para o nosso futuro, independentemente da profissão que seguirmos, seja pneumologista, seja empregado na caixa de supermercado.

 Mas se há algo que assemelha a nossa educação à deles é sem dúvida, o sonho.  A nossa imaginação trata de sonhar e os sonhos demonstram-nos que nada é impossível, é somente uma questão de força de vontade. 

Beatriz Ramirez, 10ºG

Texto da Nina

 Olá querida Nina do passado.

  Antes de começar, acho que é bom te informar que nós migramos do Brasil para Portugal, os cenários que te cercam, afinal, não são mais os mesmos. 

 O motivo de eu estar escrevendo essa carta deve-se a um filme que vimos em uma aula e Português, chamado “Sur le chemin de l’école” , que me fez pensar muito em você. O filme segue o dia-a-dia de diversos alunos ao redor do mundo, com o objetivo de nos lembrar que o ensino e o conhecimento, apesar se serem um direito, se transformam tantas vezes numa exclusividade de grupos privilegiados, que, muitas vezes, se esquecem de o valorizar.

  No decorrer da história, me peguei contando as cenas que teriam te feito chorar, porque iam te obrigar a entender o caos que está a tua volta, nas ruas, escolas e comunidades. Pensei também em como, no caminho para casa, meninos vão te parar para pedir dinheiro. Meninos muito parecidos com aqueles que aparecem no filme, porém esses meninos nunca tiveram a oportunidade de frequentar a escola. E como a presença de tais meninos ia fazer um medo te engolir e te forçaria a andar mais rápido. Consigo até ouvir a voz da nossa mãe quando ela nos mandava seguir andando e “ignorar” os pedidos de dinheiro e comida.

  Discutimos, também, sobre  o livro “O diário de Ma yan” que apresenta a história de uma menina, que como muitas outras, foi privada da escola, porque, aparentemente, seus irmãos, por serem homens, mereciam essa oportunidade mais que ela.

  Já sei que você, sendo o projeto de pessoa que é, acharia tudo isso um absurdo e cometeria o erro de se colocar nos sapatos de tal menina. Mas, acredite em você quando eu digo, isso te trará mais frustração do que qualquer coisa.

  Nos faça um favor e não cobre tanto de você mesma. Não há necessidade da carregar todos os desconcertos do mundo em suas costas.

  Se tem um conselho que eu gostaria que tivessem me dito, é para dar tempo ao tempo, a sua vez de mudar o mundo vai chegar, nem que seja só um pequeno pedacinho dele,  mas por enquanto deixe essas responsabilidades na mão de pessoas como a Malala ou a Paranaense Ana Júlia, que em 2016 vai a parlamento fazer um discurso contra a PEC 241*.

  Eu sei que essa carta não possuí nem metade das respostas para as suas perguntas, porém espero ter conseguido apaziguar alguma de suas crises existenciais.

 Foi um prazer falar com você de novo! 

Te vejo em alguns anos!

Mil Beijos, Nina Zangrandi 2019

*A Proposta de Emenda à Constituição 241, que pretende congelar gastos em saúde e educação por 20 anos.

Para quem não sabe muito bem onde colocar as virgulazinhas….

Há alguém que confesse ter algumas dúvidas, ou está toda a gente “careca de saber” colocar as vírgulas?

Apreciações críticas sobre a visita de estudo a São Roque

Recentemente, largámos lápis e livros durante uma manhã e partimos numa longa caminhada pela chuva, do Liceu Pedro Nunes rumo à icónica Igreja de São Roque. Ao chegarmos, e, depois de sermos muito bem recebidos na entrada do Museu, fomos convidados a entrar na Igreja e a sentarmo-nos nos bancos virados bem de frente para o púlpito onde, em tempos, Padre António Vieira proferiu alguns dos seus geniais Sermões. 

Assistimos depois à encenação de uma peça composta por fragmentos / passagens de vários sermões de Padre António Vieira. 
A representação mostrou Padre António Vieira no púlpito, recitando algumas partes do seu sermão, intercalado por uma “índia” cantando, num tom de voz um tanto ou quanto angelical. O local para a encenação desta pequena peça não podia ter sido mais bem escolhido, visto que aquele púlpito já foi utilizado pelo próprio Padre António Vieira. Os atores principais (representando um padre jesuíta e uma mulher local do Brasil – uma índia), foram soberbos e encarnaram na perfeição as personagens. No que diz respeito ao ator, que tinha a função de representar Padre António Vieira, não há nada a apontar. Desde o tom de voz até à linguagem corporal, coerente com o discurso que proferia, foi tudo perfeito. A atriz, que representava a índia, conseguiu também cumprir muito bem o seu papel, e, apesar de não falar muito durante a peça, cantou estonteantemente bem. Os textos foram também muito bem escolhidos, pois são bastante interessantes e atuais – falam sobre a corrupção e sobre o aproveitamento dos mais fracos por parte dos mais fortes.


        Na minha opinião, o texto exposto no teatro tem uma importância gigante, pois a corrupção e a utilização dos mais fracos para próprio benefício não era somente um problema só do século XVII, mas também dos tempos de hoje. Tal como os peixes grandes comem os pequenos, também as pessoas se “comem umas às outras”, e os mais fortes passam por cima dos pequenos para atingirem os seus fins, sem olhar a meios. 

Aconselho vivamente a visita à Igreja de São Roque para assistir a esta magnífica encenação, quer pela grande qualidade dos atores e do espaço, 

quer pela beleza e intemporalidade do texto. 

Teresa Teotónio Pereira, nº 23, 11º C

Outra apreciação

A visita de estudo à Igreja de São Roque foi bastante interessante e importante, na minha opinião, poisdemonstrou ao “vivo e a cores” como eram os Sermões no tempo de Padre AntónioVieira, figura incontornável da História de Portugal, grande orador, escritor e lutador pelos direitos humanos.

         O cenário era belíssimo, indiscritível, só vendo com os próprios olhos é que se entende a magnificência, o detalhe, a riqueza da Igreja e os dois atores eram excelentes. Sílvia Filipe possuía uma voz realmente maravilhosa e, apesar de se poder considerar uma personagem secundária, foi muito importante na contextualização histórica da dramatização. O ator João Grosso executou o seu papel extraordinariamente e representou muito bem a “personagem principal” – o Padre António Vieira.

         Para mim, o mais impressionante foi a capacidade de memorizar todos aqueles textos dos Sermões de Padre António Vieira e a forma como João Grosso os proferiu, com a ferocidade e o carisma do “Pai Grande”, discursos esses que se mantêm relevantes e tão atuais!

Pedro Santos, nº25 , 11ºH