Os Reis Magos – dia de Reis

Para comemorar a chegada a Belém dos Reis Magos, nada como mostrar a imagem “Adoração dos Magos” pintura de Domingos Sequeira, recentemente adquirida pelo Museu Nacional de Arte Antiga e recentemente restaurada.

Aproveitando para homenagear Sophia de Mello Breyer, no centenário do seu nascimento, aqui publicamos belos excertos do seu conto “Os três reis do Oriente”, do livro Contos Exemplares.

“Primeiro pareceu a Gaspar que a estrela era uma palavra, uma palavra de repente dita na muda atenção do céu.

Mas depois o seu olhar habituou-se ao novo brilho e ele viu que era uma estrela, uma nova estrela, semelhante às outras, mas um pouco mais próxima e mais clara e que, muito devagar, deslizava para o Ocidente.

E foi para seguir essa estrela que Gaspar abandonou o seu palácio.

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Nessa noite, depois da Lua ter desaparecido atrás das montanhas, Melchior subiu ao terraço e viu que havia no céu, a Oriente, uma nova estrela.

A cidade dormia, escura e silenciosa, enrolada em ruelas e confusas escadas. Na grande avenida dos templos já ninguém caminhava. Só de longe em longe se ouvia, vindo das muralhas, o grito de ronda dos soldados.

E sobre o mundo do sono, sobre a sombra intrincada dos sonhos onde os homens se perdiam tacteando, como num labirinto espesso, húmido e movediço, a estrela acendia, jovem, trémula e deslumbrada, a sua alegria.

E Melchior deixou o seu palácio nessa noite.

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Naquela noite, o rei Baltasar, depois de a Lua ter desaparecido atrás das montanhas, subiu ao cimo dos seus terraços e disse:

— Senhor, eu vi. Vi a carne do sofrimento, o rosto da humilhação, o olhar da paciência. E como pode aquele que viu estas coisas não te ver? E como poderei suportar o que vi se não te vir?

A estrela ergueu-se muito devagar sobre o Céu, a Oriente. O seu movimento era quase imperceptível. Parecia estar muito perto da terra. Deslizava em silêncio, sem que nem uma folha se agitasse. Vinha desde sempre. Mostrava a alegria, a alegria una, sem falha, o vestido sem costura da alegria, a substância imortal da alegria.

E Baltasar reconheceu-a logo, porque ela não podia ser de outra maneira. “

Visita de estudo à Igreja de São Roque

Os alunos do 11º ano do Pedro Nunes deslocaram-se em visita de estudo à Igreja de São Roque para terem uma visita guiada às capelas. Assistiram também ao espetáculo “Paiaçu ou Pai Grande”, com o ator João Grosso a representar Padre António Vieira, no mesmo local onde o mesmo padre terá pregado, no século XVII. O espetáculo consta da declamação de um texto, uma colagem de excertos de sermões de Vieira.

Serão aqui apresentados, neste blogue, apreciações críticas sobre esta visita, redigidas por estudantes do 11º ano.

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“Paiaçú ou Pai Grande” com João Grosso

Mário de Sá-Carneiro – Palestra

A palestra subordinada ao tema “O que pode Mário de Sá-Carneiro dizer aos jovens do século XXI?”, proferida pelo Professor Ricardo Vasconcelos, teve lugar no dia 31 de maio, às 10.25h, na Biblioteca.

Professor Ricardo Vasconcelos